Monday, July 5, 2010

 Ciência versus religião

 Ciência versus religião – discórdia da ignorância

 

 Gabriel Louis Le Campion¹.

 Há muito percebe-se que existe uma guerra entre religião e ciência; digo ciência cuja base se firma no paradigma Descartes-Newton.

Essa guerra algumas vezes velada outra escancarada, tem ultimamente afligido o sistema educacional nos países ocidentais, inclusive com restrições ao ensino, por exemplo, da disciplina de evolução, essa última calcada no Darwinismo e/ou no neodarwinismo.

Obviamente, tal acirrada contenda, com defensores em ambos os lados, baseia-se mais na ignorância, e aqui relato que a ignorância em questão está afeta aos contendores independentes de seu grau de formação, quer religiosa quer científica. Nota-se claramente que, por incrível que pareça, o desconhecimento do que é religião e do que é ciência, permeia as contendas, sendo esta a principal causa.

Quando a filosofia faz parte do núcleo dos cursos de mestrado e doutorado criamos respectivamente a figura do MSc. – Mestre em Ciências ou o PhD – Phylosofical Doctor (doutor em filosofia), por outro lado, quando alijamos a filosofia do curso de doutorado, por exemplo, criamos o especialista ou doutor (doutor em biologia molecular, em oceanografia, etc.). Esse por sua vez, quando restrito ao seu campo do saber e desconhecendo os limites da própria ciência, ao tentar avançar sobre o conhecimento, notadamente o divino, pode em alguns casos, sentir-se o “PhDeus”, o dono da verdade.

 

Do outro lado, o religioso restrito apenas as sagradas escrituras, ao tentar avançar sobre o conhecimento científico, tende a execrá-lo, como um conhecimento pagão, ameaçador, que deve a todo custo ser abolido e se possível queimado na fogueira. Alguns até citam para tal o Gênesis 3:22 embasado nas palavras textuais divinas: “ Eis  que o homem  provou  do fruto  da  árvore  da ciência e como um de  nós tornou-se conhecedor  do bem  e  do  mal e para  que  ele  não tome a  árvore  da vida em  suas mãos  e  coma  e viva  eternamente, ele  terá que  ser expulso do Paraíso.” Notem que o Genesis, ao referir-se ao fruto da “árvore da ciência”, é claro no tipo de fruto, aquele que “tornou o homem conhecedor do bem o do mal”, refere-se portanto a um conhecimento de natureza abstrata, não dominado pela ciência de Descartes e Newton.

 

Entretanto, mesmo com a clara citação do Gênesis, alguns religiosos insistem em condenar todos os frutos da “árvore da ciência” e por extensão toda a referida árvore, como se essa fosse portadora de frutos maléficos. No Gênesis é a atitude do homem que é condenada e não o que provêm da árvore em si.

Ambos, doutor e religioso, portanto, sentem-se ameaçados, um pela posição social, pelo ego e pela incapacidade de lidar com verdades absolutas, o outro pela fragilidade de sua fé. Ambos, porém afetos de suas restrições, de seus limites, quanto seres humanos incompletos, pequenos e esquecidos.

Obviamente, a filosofia, tão relegada na contemporaneidade (por isso as divergências em questão), pode muito bem mostrar a inutilidade de tal contenda.

Para demonstrar o que escrevo como cientista, utilizarei da filosofia da ciência, relegada do currículo dos muitos cursos de pós-graduação (especialização, mestrado e doutorado). Até por que na sociedade de consumo, tempo é dinheiro, daí a redução dos currículos. Portanto, vou filosofar em breves linhas sobre o que é ciência.

Ciência (conforme o paradigma Descarte-Newton): “É o conhecimento que, em constante interrogação de seu método, suas origens e seus fins, procura obedecer a princípios válidos e rigorosos, almejando experimentação, coerência interna e sistematicidade.” (HOUAISS, 2001).

Veja que ciência, como entendem os cientistas, baseia-se principalmente no método. Assim norteada por um método a ciência busca validar o fenômeno.

Vamos inicialmente entender o que é um fenômeno. A palavra fenômeno deriva do grego Phainómenon algo como: “coisa que aparece”. Todo fenômeno é infinito em si, a única coisa que percebemos é o que os nossos sentidos e mais recentemente, nossos instrumentos nos mostram.

 

 

Assim, vou descrever um simples fenômeno e como a ciência tenta validá-lo. Peguemos por exemplo, um objeto como uma caneta, segurando-a na mão, erguendo-a um pouco, poderemos notar que ao soltá-la ela cairá. Se soltarmos outra vez ela tornará a cair; podemos nesse caso usar a ciência para explicar o fenômeno. No entanto, se ela subisse ou descreve-se uma trajetória lateral, ou diagonal, ou até permanecesse suspensa sem deslocar-se, de modo que a trajetória jamais se repetisse; não poderíamos explicar cientificamente o fenômeno, pois não existiria repetição do fato observado. Nesse caso a ciência não serviria para nada.

No entanto, notamos que, quando largamos a caneta ela cai, aparentemente em uma trajetória retilínea e que esse fenômeno repete-se varias vezes de igual modo. Nesse caso poderemos utilizar a ciência para validá-lo. Para tanto, seguem-se alguns passos, inicialmente formula-se uma hipótese baseada no fato observado, qual seja, que todas as vezes que largarmos a caneta ela cairá em uma trajetória retilínea.

A segunda etapa consiste na utilização de um método (o instrumento da ciência) que seja adequado ao experimento. E por último a experimentação, a repetição, e a conseqüente validação.

Entretanto, se utilizarmos outro método diferente do primeiro experimento, porém mantendo as demais etapas, existirá uma grande possibilidade de que os resultados obtidos sejam diferentes. O método é, portanto, crucial na validação do fenômeno. Muitos experimentos realizados apresentam diferenças devido ao método. Então, vamos observar melhor o método, qual a sua importância para o experimento.

O método científico é o instrumento que validará o fenômeno, portanto ao formularmos a nossa hipótese, que nesse caso consiste na afirmativa “uma vez solto o objeto cairá”, deveremos ter o cuidado de utilizarmos um método adequado. Bem, qualquer que seja o método adequado, que exista ou que venha a existir, ele não consiste em validar diretamente a hipótese por nós formulada, todo o método utilizado independente da sua natureza, não visa demonstrar diretamente o fenômeno ou confirmar a hipótese. O método, pasmem, serve apenas para rejeitar o oposto do que observamos, o que em ciência denomina-se de hipótese da nulidade.

Nesse exemplo, a hipótese da nulidade diz que “ao soltarmos o objeto ele não cairá”. Ao rejeitarmos a hipótese da nulidade, por exclusão, sobra o que observamos “que ele cai quando o soltamos”.

Assim, não provamos diretamente o fenômeno, mas sim indiretamente, por rejeição da hipótese da nulidade, do seu oposto.

Mas a coisa não termina por aqui. Por mais adequado que seja o método, este apenas conseguirá rejeitar a hipótese da nulidade em no máximo 99,99% dos casos (que denominamos altamente significante), geralmente nas ciências exatas. Em biologia o grau de aceitação pode girar em torno de 95% (significante) e em psicologia 85%. Veja que, quanto mais complexa a natureza do fenômeno, menor o grau de rejeição da hipótese da nulidade.

Assim, a ciência lida com verdades relativas, por não conseguir rejeitar na sua totalidade (em 100% dos casos) a hipótese da nulidade. Grosseiramente, é como se observássemos os fenômenos em ciência através do seu reflexo em um espelho, nunca vendo a imagem por completo. Daí a infinitude do fenômeno.

Ciência portanto, não deveria ser uma forma de religião, pelo simples motivo de não ser uma boa religião. Não invalidando contudo a sua fé nela.

Por outro lado, religião lida com verdades absolutas, por exemplo, veja a seguinte questão: “Você acredita em Deus”? Nesse caso, independente de sua resposta, não existe método que possa rejeitar a hipótese da nulidade. Estamos diante de uma verdade absoluta! Verdades absolutas não podem ser validadas, nem tão pouco invalidadas, estão além dos instrumentos da ciência. Por essa razão a ciência não deveria discutir religião, nem vice e versa. Religião é verdade absoluta sendo, portanto, dogma. E a ciência não dispõe de instrumentos (método) para validar verdades absolutas.

Em vista dessas assertivas é completamente inútil a um cientista discutir dogmas, ou tentar provar a existência de Deus. Assim como o é, um religioso tentar discutir ciência sob a ótica divina (baseado nas escrituras sagradas). Ciência e religião não são antagônicas, como querem que pareçam muitos cientistas e religiosos, mostrando assim sua completa ignorância, são apenas diferentes, algumas vezes até se complementam.

Como o ditado popular, “cada macaco no seu galho”, cientistas e religiosos deveriam conhecer os seus limites, e restringirem-se a sua douta ou santa ignorância. Ciência e religião só podem ser entendidas em seu conjunto, pela única forma de conhecimento que permite aproximá-las – a filosofia.

 

1 – Gabriel Louis Le Campion é Mestre em Ciências e Professor Assistente do Setor de Biodiversidade e Ecologia do Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde da Universidade Federal de Alagoas e membro do grupo de estudos “o ponto de mutação”.

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Monday, October 13, 2008

DEUS

DEUS


Eduardo Augusto Jatobá Bianchi ¹

Questiono-me, tal qual qualquer ser racional sobre Deus, sua existência, etc.


Jung já trazia consigo a idéia de inconsciente coletivo, sobre a qual me atrevo a debruçar-me, no sentido de explicar minha visão sobre o tema.

Figura 1 – A criação de Michelângelo

Sobre o sensor de determinada realidade: Somos formados por partículas com uma determinada configuração molecular. Tal configuração permite-nos conviver com esta realidade, interagir com ela. O “eu” essencial não se encontra aqui nesta realidade e nem em “outras”, mas sim na totalidade do “inconsciente coletivo” fazendo parte dele, sem ter nunca saído de lá. E, é de lá que vivemos através deste sensor (corpo físico) experiências ligadas a esta realidade.

A correlação de vários inconscientes faz com que, “naquele lugar”, uma mente aprenda com a outra, já que estão correlacionadas, ligadas, aprendendo com a qualidade de respostas que damos a determinadas situações.

Sobre as situações arquetípicas e outras: A mente aprende de acordo com as respostas dadas a situações impostas por esta realidade. Situações estas conscientes e inconscientes. A configuração molecular do oxigênio, por exemplo, é filtrada em freqüência de luz pela visão, daí não percebemos, visualmente sua presença, bem como partículas de poeira que passam em frente a nossa vista.

Porem o cérebro, parte do sensor a esta realidade, as percebe e “desvia” nossa atenção consciente de tais partículas, voltando a atenção ao que deve predominar nesta realidade. Temos ai uma situação clara de como o sensor funciona.

Porem o cérebro, parte do sensor a esta realidade, as percebe e “desvia” nossa atenção consciente de tais partículas, voltando a atenção ao que deve predominar nesta realidade. Temos ai uma situação clara de como o sensor funciona.
As mentes unidas no inconsciente coletivo precisam ter respostas específicas a determinadas situações arquetípicas, que vem ocorrendo a várias gerações familiares, nesta realidade. É o caso por exemplo, de pessoas que repetem o comportamento dos pais em alguma característica, o pai “devedor”, que tinha o avô “devedor”, que tem o filho “devedor” e assim por diante.

Enquanto uma mente desta não der uma resposta satisfatória ao arquétipo posto, ou seja, “quebrá-lo”, continuarão a acontecer situações nesta realidade com as diversas mentes “familiares” que a colocarão “de frente” com o problema até que alguma mente resolva e então, pela correlação de mentes no inconsciente coletivo, todas as outras aprendam e “evoluam”.

Sobre um Deus (in)consciente: Partindo deste pressuposto, teremos então Deus como  esta reunião de mentes, bilhões delas, nesta realidade, bem como em outras incontáveis realidades, que são existentes fora da visão da física mecânica, limitada pela velocidade da luz, mas claramente existentes quando avaliadas sobre o prisma da física quântica, hiperluminicamente, assunto para um outro tema. É interessante aí refletir sobre alguns padrões religiosos que nos são impostos. Primeiro: se Deus é o inconsciente coletivo, então somos parte dele. Diria que sim, Deus é formado pela junção de tais mentes. Segundo: se ele é formado por tal junção ele é formado por junções de “imperfeitas” mentes. Respondo também positivamente a esta questão. Terceiro: se tais mentes aprendem, então Deus aprende com elas, cresce de acordo com as respostas dadas por elas a relação que têm com as diversas realidades.  Sim, novamente. Quarto: Deus crescendo é o mais perfeito ser possível, e tende a aperfeiçoar cada vez mais sua “perfeição”. Positivo, de novo. Aí está o tal “amor” de Deus, pregado em diversas religiões, o livre arbítrio, o possibilitar expandir-se, expandindo assim o mais perfeito possível, qual seja ele mesmo, do qual fazemos parte.

A imensurabilidade da grandeza do universo, de Deus, é tamanha que nunca poderemos alcançar todas suas medidas, já que também, fazemos parte dela, enquanto “fagulhas” de mentes no imenso “inconsciente coletivo”. A individualização do ser enquanto “indivíduo”, só ocorre enquanto o sensor existe em uma determinada realidade para podermos reagir a tal realidade. De resto somos fagulhas, crescendo, do mais perfeito possível ser, qual seja Deus.

Da Hiperluminosidade, do nada, e das diversas dimensões: Aqui merecemos um novo capítulo. Porém vale a pena navegarmos um pouco sobre tais temas para podermos compreender melhor o texto aqui proposto.

Recentes pesquisas mostraram que o universo é formado por um total de matéria “branca” (estrelas, galáxias, etc) mais um total de matéria escura (buracos negros, vácuo, etc), bem como com uma grande porcentagem de “nada”, isto mesmo, o nada é algo, e tem seu espaço e “peso percentual” no universo.

Para se provar tais medidas, em um reator nuclear de partículas subatômicas colocaram-se em choque duas destas partículas e, do impacto de tais, da energia desprendida surgiu uma terceira partícula exatamente do nada. Até hoje os físicos, repetindo a experiência, já catalogaram 1.800.000 partículas aproximadamente que surgem do nada e retornam a ele.

Imaginem-se então as possibilidades de existência de diversas realidades paralelas, bem como que o universo está a receber partículas novas a cada milissegundo, por assim dizer, não só expandindo-se, mais crescendo em matéria “branca” e “escura”.   

A hiperluminosidade, já também está provada por estudos feitos nos neurônios cerebrais, onde se sabe que o pensamente é conduzido a esta velocidade hiperluminica, também conhecida como taquionica.  

A nossa limitação de entender tais feitos está também no fato de que culturalmente, estamos “guiados” a enxergar somente esta realidade tangível, adequada a nosso sensor.

O universo enquanto tangível possui “curvas” em um “plano”, que torna possível se viajar de um ponto “A” a um ponto “B”, hiperluminicamente, sem se deslocar pelo “plano” universal, mas sim usando tais curvas, onde tais pontos se tocam. Isto, sem levar em conta a “teoria das cordas”, estudada desde os anos 70, que de certo modo interage com esta narrativa.

Aí, dentre outras coisas se explicam as viagens estrelares intergalácticas de uma forma contrária a mera visão da física mecânica.  

Além disto, a possibilidade de existência de vida extraterrestre é claramente plausível, quando levamos em conta que outras configurações moleculares poderão levar a novos tipos de vida, inclusive dentro desta nossa realidade, imperceptíveis ao olho humano (vide oxigênio e freqüência da luz, já tratados aqui no texto). Imagine tais conformações de vida no resto do universo, levando-se em conta o valor percentual do “nada”, bem como as diversas dimensões existentes, advindas das curvaturas do “plano” do universo, etc. inimagináveis.

Também, é inimaginável o “tamanho”, a grandeza deste “inconsciente coletivo” ao qual chamo de “Deus”. A capacidade de crescimento, e aprendizagem é porque não dizer interminável.

A partir do ponto que comecemos a vislumbrar as coisas dentro de um processo dialético, algumas explicações de casos supostamente difíceis de explicar, se tornarão fáceis de entender. A capacidade de alguns (cristo, Buda, etc.) de mudarem a composição molecular da água por exemplo, para andarem sobre tal nesta realidade, advêm deste conhecimento aqui disposto. A telepatia, será facilmente explicada pela própria coligação das mentes no inconsciente coletivo. E assim por diante.

O filosofo Hegel, descrevendo seu processo dialético onde a síntese estava sempre atrelada a um momento histórico, gerando por conseguinte nova tese, nos deixou claro e provado que não existem verdades absolutas, idéia tal que iluminou outros pensadores como Einstein, um dos elaboradores iniciais da teoria da relatividade, aplicada por outros, em diversos aspectos dessa realidade.

Entendam e tentem testar estas teorias aqui expostas. Elas poderão explicar o inexplicável. Só existe um perigo: Se não nos prepararmos psicologicamente para as respostas, Cairmos no abismo que Nietzsche previa em sua obra, quando dizia que o “homem é uma corda entre o animal e o alem do homem. Uma corda sobre um abismo”.

1 – Eduardo Augusto Jatobá Bianchi é Bacharel em Direito, Especialista em Docência para o Ensino Superior, Advogado, e Professor de Filosofia Geral e Jurídica, Introdução ao Estudo do Direito e Direito Constitucional no curso de Direito do Instituto de Ensino Superior Santa Cecília – IESC – Arapiraca / AL.

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Thursday, July 12, 2007

Sobre o Grupo de Estudos

O grupo Ponto de Estudos Ponto de Mutação foi criado há sete anos por estudantes do Curso de Ciências Biológicas da UFAL, juntamente com o professor da disciplina de Ecologia, com o intuito de aprofundar o conhecimento nas interfácies dos diversos ramos da ciência, necessárias ao entendimento dos fenômenos bioecológicos. Posteriormente, com o avanço dos estudos, professores de outras áreas como: Medicina,  Psicanálise, Psicologia, Direito e profissionais da área juridica, fisioterapeutas, também passaram a integrar o grupo, ampliando ainda mais o leque dos estudos; intelectuais e pessoas interessadas da comunidade também participam das reuniões que são abertas. Todos os que se interessam pelos temas  podem frequentar, sendo bem vindos; a entrada é franca, não ha cobrança de taxas, nem doações.

O grupo possui ainda uma comunidade no Orkut onde temas são apresentados para discussões no enderêço:  http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=2296402.

Membros do Grupo possuem blogs onde publicam também tópicos de sua autoria resultados de discussão no grupo. Listamos seus blogs :    http://mentesuprema.blog.com/       ;     http://putzzz.blogspot.com  ;  http://psico-reflexao.blogspot.com/

Todos os temas aqui postados podem ser comentados, bastando para tal clicar no final de cada texto na margem direita no topico Comentários. deixe sua opinião, suas criticas pois elas serão respondidas e com isso ajude a melhorar a qualidade de nossos textos. SEJAM BEM VINDOS!!

Lembrem-se que: Todo conhecimento é autoconhecimento

MEMBROS PERMANENTES DO GRUPO:

Compõem o grupo:

1. Gabriel Louis Le Campion – Biólogo. Professor Assistente e Chefe do Departamento de Biologia da Universidade Federal de Alagoas, Coordena as Disciplinas de Ecologia Geral Ciências do Ambiente, Ecologia Aplicada, Biologia Marinha, Oceanografia.

2.

Alfredo Jackson Santa Rita -

Médico. Professor Adjunto da Universidade Federal de Alagoas, Fundador da Sociedade Alagoana de Gastroenterologia.

3. Franklin Bezerra – Psicanalista. Psicólogo. Psicólogo jurídico, pós-graduado em Psicologia Clínica, Professor do Curso de Pós-Graduação em Psicologia Jurídica da Faculdade de Alagoas, Professor de Psicologia Jurídica do CESMAC-AL; supervisor de estágio em Psicologia Jurídica e autor de diversos artigos na área de Criminologia e Vitimologia.

4. Itamar Barreto Leite – Bacharel em Direito. Funcionário Público Federal. Pós-graduando em Psicologia Jurídica pela Faculdade de Alagoas.

5. Mariana Brandão Fontes - Advogada e Pós-graduanda em Psicologia Jurídica pela Faculdade de Alagoas.

6. Ivan Lopes- Biólogo.

7. Pablo Peixoto – Biólogo e Artista plástico.

8. Marcio  Cirurgião Dentista graduado pela UFAL, Oficial da Policia Militar de Alagoas.

9. Ana   Médica Professora do curso de medicina da Escola de Ciências Médicas de ALagoas.

10. Luciana Wander de Oliveira Melo – Licenciada em Matemática pela UFAL. Funcionária Pública Federal.

8. Ana Raquel Carvalho Mourão – Fisioterapeuta. Professora da Faculdade de Alagoas, da UNCISAL e do CESMAC nos respectivos Cursos de Fisioterapia.

9 – David Fireman - Acadêmico do Curso de Comércio Exterior da FAL, Professor de Inglês.

10 – Pedro Zurvâino - Acadêmico do Curso de Graduação em Ciências Biológicas da Ufal modalidade Bacharelado.

 

11 – Washington Soares Ferreiro Junior  Biólogo e mestrando pela UFPe 

 

 

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Monday, December 18, 2006

A Mente

             A MENTE

                                       Gabriel Louis Le Campion 

 O que percebemos no exterior é apenas uma pequeníssima parte do que chamamos real (realidade objetiva), pois o real é a totalidade, é infinito.Como dizia William Blacke “ Se as portas da percepção se fizessem livres o homem enxergaria o mundo como ele é infinito” .
Essa realidade objetiva é apenas uma ilusão montada, posto que está sobre nossas emoções, é a nossa mente mostrando a nossa história emocional.
Onde está a mente? Achamos que a mente esta no cérebro, que é uma criação do mesmo. Porém encontramos processos cognitivos em plantas que não possuem cérebros, e processos cognitivos só existem na presença de uma mente. Protozoos e bactérias apresentam comportamento complexo demonstrando também a existência de cognição, entretanto uma bactéria ou um protozoário são seres unicelulares não tendo sequer uma célula nervosa.
mente-e-corpo
Stephen Hawkins relata que a partícula atômica pode ser destruída, mas não a sua informação. Uma partícula atômica tem informação! Algo muito menor que um átomo! E onde está a informação? Se a partícula que a “porta” não mais existe!
atomo-animation1
Os fisícos quânticos ao reduzirem as particulas aos seus infimos constituintes depararam-se com a natureza intrinseca do fenômeno percebendo que o fenômeno independente de sua natureza ocorre quando uma das infinitas ondas de possibilidade decai(decaimento da onda). “Existe algo que escolhe qual das infinitas ondas de possibilidade irá decair para que o fenômeno aconteça. Esse “algo” que escolhe foi chamado pelos fisicos de “observador”. Podemos utilizar outros nomes para o observador, ID, Inconsciente coletivo, Deus, Mente cósmica, etc.
ondas

 

Diante de tantos exemplos, o que a ciência vem indiretamente nos mostrando é que a mente não está no cérebro (ele é apenas um órgão que “percebe” a mente,), nem tão pouco no corpo, e sim o contrário - o corpo é que está na mente. Aliás, tudo está nela, incluindo esse ou outros universos.

A mente é imortal, pois é ela que constrói a teia do espaço- tempo e cria a matéria – é o “observador”, a informação. Para ela não existe passado nem futuro, tudo ocorre no presente, por isso a infiniticidade da realidade, e devido a isso você pode perceber algo antes de acontecer-Premonição, ou sentir que já viu uma pessoa ou um lugar que você nunca tinha visto antes como familiar – Déjà Vu (Vide artigo mais abaixo). A morte para ela é apenas libertar-se da relação única com a mãe. Por isso nos mostra um parto nas experiências de EQM.

Nesse universo só existem três tipos de indivíduos da espécie Homo sapiens sapiens, quais sejam: O louco e os tidos normais que são o neurótico e o psicopata. Não é difícil distingui-los. O louco todo mundo percebe; é o que altera a realidade drasticamente por não suporta-la. O Neurótico é aquele que se culpa. O psicopata é aquele que sempre culpa o outro.

O neurótico pode ter atitudes psicopáticas, isso acontece quando ele esta culpando o outro independente da causa. O psicopata, porém nunca tem uma atitude neurótica, ele sempre culpará o outro. Nem todo psicopata é criminoso, como também nem todo criminoso é psicopata. O psicopata está muitas vezes perto de nós e nem o percebemos, ele é aquele professor que persegue os alunos, o chefe de uma repartição que vive perseguindo os funcionários, o político que sem remorso rouba as verbas públicas, etc.

E você em qual deles se enquadra?

homem 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Friday, September 16, 2005

PAIXÃO

PAIXÃO

 
“Herdamos de nosso meio familiar não apenas padrões genéticos, mas também padrões psicológicos, e os indivíduos em que nos transformamos são em parte criação nossa em parte herança do passado”.

Greene & Sharman-Burke em Uma Viagem Através dos Mitos. 2001.

 

Gabriel Louis Le Campion¹

 

O termo paixão deriva do grego pathos que significa “mal” ou patologia. Mitologicamente falando, tem origem em três mitos o de Eros e o de Pandora e no seu extremo o de Narciso.

Eros, filho da Noite com o Érebo, é responsável pela harmonia cósmica, segundo Hesíodo, é um dos elementos primordiais do mundo. Também é representado pela figura de um menino alado portando um arco e várias flechas, estas destinadas a despertar os ardores da paixão entre os mortais. Devido à sua turbulência e malícia, foi vitima de suas próprias armas, apaixonando-se pela bela Psique. Os antigos gregos descreviam a paixão como um Ker: “calamidade alada”, similarmente a velhice e a peste. “A paixão sexual desordenada podia ser a causa de distúrbios em uma sociedade organizada” JULIEN 2002.

pandora

Pandora, a primeira mulher criada por Hefaistos a partir de uma mistura de terra e água, tão má e preguiçosa quanto bela, possuidora de todos os dons dos deuses e em especial o dom da palavra, o qual usava frequentemente para manipular e enganar. Casada com Epimeteu, irmão de Prometeu, que enviou uma jarra lacrada (a caixa de Pandora) para o irmão, que não deveria jamais ser aberta. Pandora, porém, curiosa e manipuladora, abriu o recipiente e todos os males abateram-se sobre a humanidade: a velhice, a doença, o vício, o trabalho, a loucura e a paixão. Porém, Prometeu em sua sapiência, tinha colocado no fundo da jarra a esperança, e com isso salvou a humanidade,pois se adoecemos temos a esperança de curarmo-nos, se nos apaixonamos e não fomos correspondidos temos a esperança de encontrarmos uma nova paixão e assim por diante. Pandora simboliza também o perigo representado pela beleza feminina. “Os dons dos deuses à beleza feminina que contém as sementes de todos os males e de todas as alegrias da existência” JULIEN 2002. E também o da esperança, mostrando assim o principio dualista em todas as coisas.

 

narciso2

O mito de Narciso por outro lado nos mostra de onde parte a gênese da paixão,o seu âmago, o seu lado oculto que na maioria dos casos não queremos enxergar ou não podemos ver,se bem vejamos: Narciso filho do deus-rio Cefiso e da ninfa Liriope desde criança dotado de uma beleza estranhamente extraordinária tanto que quando criança sua mãe levou-o preocupada ao  Oráculo de Delfos onde a pistonista alertou-a que ele viveria muito desde que nunca contemplasse a sua imagem. Sua mãe então mandou quebrar todos os espelhos de sua cidade para que ele não pudesse mirar-se neles. Assim o rapaz cresceu tendo, entretanto uma ligeira noção de sua beleza visto que notava a admiração das pessoas quando o viam.  

Narciso tornou-se com o tempo vaidoso e egocêntrico. Isso fez com que ignorasse o amor das jovens atraídas pela sua beleza. Rejeitou também o amor do jovem Ameinias (efluente do rio Helicão), que tendo sua paixão não correspondida clamou por vingança aos deuses e se suicidou em frente à porta de Narciso.

A ninfa Eco assim que o viu apaixonou-se por ele, mas como tinha sofrido um feitiço de Hera que a condenou a só repetir as palavras dos outros, não pode declarar seus sentimentos; Narciso porém percebeu-a e chamou-a, mas como só ouvia suas palavras de volta, repeliu-a e ela passou apenas a segui-lo a distância  nos seus passeios na floresta, escondida entre a vegetação e as montanhas.

eco-e-narciso

Nesse meio tempo o deus Ártemis ouviu o pedido de vingança de Amenias e durante uma caçada conduziu os passos de Narciso para um lago. Quando ele inclinou-se para beber  notou refletida na água a face mais bela que já tinha visto, imediatamente apaixonou-se e tentou beija-la, porém ao fazê-lo a água agitava-se e o rosto desaparecia. Notou então que se ficasse parado o rosto voltava a surgir e novamente tentava beija-lo mas novamente a imagem sumia. Ficou então Narciso ali, sentado a beira do lago contemplando aquele rosto, objeto de sua paixão, sem contudo conseguir tê-lo, tão próximo e ao mesmo tempo tão distante, inatingível, até morrer de tristeza e inanição.

A paixão (comparada ao amor) é um estado sentimental de uma euforia extrema, tudo é sentido ao máximo e ao mesmo tempo, é como uma “loucura” do amor podendo muitas vezes nos deixar doentes, ou alucinados. Se não correspondida, pode também levar o portador a estados depressivos, à doença à velhice e até a morte. Produz vícios como o de ficar telefonando para o outro diversas vezes por dia, ou embriagando-se em bebedeiras homéricas. Portanto, não é por acaso que ela tenha saído da Jarra onde todos esses males, aqui relatados, se encontravam.

Mas o que suscita a paixão, é a garantia da impossibilidade, o desafio, o disputado, o proibido, o cobiçado, etc. Como ela se sustenta na impossibilidade do ter (como bem reflete o mito de narciso), ela obviamente se finda com a posse. Durando geralmente um curto período de tempo entre umas poucas semanas a no máximo dois anos; período este em que a maioria dos relacionamentos entre casais também se finda.

Biologicamente falando, a paixão é uma “armadilha” sentimental que visa acelerar o processo reprodutivo, sem entretanto, garantir os laços primordiais que levam a constituir a família, portanto é mais comum entre os jovens  sendo mais freqüente em situações  em que a população corre perigo de extinguir-se, seja pelo excessivo número de indivíduos(aumento da densidade) que ativam consequentemente mecanismos endógenos (gatilhos) que levam a redução acentuada da prole, seja pela drástica redução nesse mesmo número de indivíduos(diminuição acentuada da densidade) propiciada por mecanismos externos como guerras, pandemias etc.

Psicologicamente falando, a paixão cria um forte campo canalizado em direção ao outro, uma forte transferência para o outro, tão forte que passamos a viver a vida do outro, a ponto de dizermos “sem ela (e) eu não posso viver” ou “ela (e) é minha vida” ou coisas do gênero. Portanto a paixão, na relação com o outro, nos torna cegos; como um túnel ela nos oblitera e como viseiras apenas nos mostram o outro, não em sua plenitude, mas apenas nas suas virtudes. O objeto do apaixonado não tem defeitos, é simplesmente perfeito, lindo.

paixao

O dito popular comicamente mostra a situação em que nos colocamos quando estamos apaixonados: “A paixão é como uma ampulheta, à medida que enche o coração, esvazia o cérebro”.

 A paixão não se constrói, ela surge, e como um furacão, ela muda a nossa vida, nem sempre, contudo, para melhor. Dada à efusão de sentimentos que surgem todos descontroladamente ao mesmo tempo, cria-se a ilusão de que a paixão é algo a ser buscado nos relacionamentos de casais, como sendo a essência maior, a garantia do amor, e assim confundimos a paixão com o amor, apesar parecerem irmãos são profundamente diferentes. Por focar-se fortemente no outro, a paixão depende do outro para ser vivida, o amor é exatamente o oposto.

Como nos mostra Narciso a paixão ocorre quando identificamos no outro o nosso reflexo, não qualquer reflexo, mas aquele que mais ardentemente cobiçamos em nós, que amamos em nós e que não vemos seja por não queremos ver ou por não podermos ver e portanto é refletido, projetado no outro, como um reflexo num lago de águas cristalina. 

Contrariamente à paixão, o amor não surge como um “encanto”, o abrir de uma jarra. Ele necessita ser construído passo a passo, continuadamente, diferentemente da paixão, que apesar da atenção excessiva dispensada ao outro, findar-se-á; contrariamente o amor não acaba com a posse, carecendo de cuidado, de ser cultivado, mas tal como um jardim, não necessita de 24 horas de atenção continua, pois floresce forte e belo, diferentemente da paixão que provoca transbordamentos sentimentais; o amor desperta sentimentos, porém de modo sutil, quase imperceptíveis e de uma leveza que nos faz “flutuar” e portanto não oblitera a nossa razão; por ele jamais nos tornaremos escravos, ao contrario nos libertaremos, em um processo de feedback, quanto mais amamos mais livres seremos, quanto mais livres, tanto maior o nosso amor.

Por ser dotado de uma sutileza extraordinária, o amor pode, às vezes, passar despercebido e corremos o risco de percebermos apenas quando o perdemos. Porém, apesar de sutil, é a maior força do universo, se pudermos chamá-lo de força. É o laço mais sutil que une você ao outro, e não é sufocante. É sutil, pois nasce em você e nunca no outro, e só você o sente, pois o outro sentirá o dele, por isso você não pode ser responsável pelo sentimento do outro, apenas sentir o seu. Você viverá seu amor ou não, o amor é seu, está em você nunca no outro, e por isso ele o liberta. É o único e real alimento da criança e, portanto da “alma”, sendo a verdadeira essência que nos faz viver a realidade plena, libertando-nos da miragem, da ilusão.

Se você se sente escravizado pelo amor, você está na realidade diante da paixão e isso se dá pela transferência para o outro, o que mostra que é você que está se escravizando, tal como Narciso sentado contemplando o seu reflexo no lago, o outro é apenas o nosso espelho, apenas a ilusão.

Por que então buscamos intensamente a paixão e não o amor, ou quando dizemos que buscamos o amor, estamos na realidade correndo atrás da paixão.

A primeira constatação é  a nossa total ignorância a respeito desses sentimentos. Propositadamente essa ignorância tem origem em um segundo fator, a sociedade de consumo,  esta por sua vez, difunde de modo idolátrico a paixão e relega a todo custo o amor. Quando essa fala do “amor” na realidade está alardeando a paixão, e por que? Pelo simples motivo de que a paixão é vendável, o amor não. A sociedade de consumo, contrariamente à sociedade caçadora e coletora, que lançou as bases da família, baseia-se no consumo exacerbado de bens, que em sua maioria são fúteis e não levam a coisa alguma, e muito menos ao amor. Os bens para serem vendidos não podem durar para “sempre”, e têm de ser periodicamente trocados. O único sentimento que encontra eco nessa forma de viver da sociedade de consumo é a paixão, e por isso ela é enormemente propalada; se bem vejamos: Um dos bens de consumo bastante almejado pelas famílias é o automóvel, e a mídia em seu forte apelo faz com que nos apaixonemos por ele, e em vista disso direcionamos nossa energia e esforços para comprá-lo, e tão logo o possuímos, em pouco tempo o desejo acaba.

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Notem que nessa simples atitude reproduzimos todo o mecanismo da paixão, tal como essa se finda com a posse, logo aquele automóvel não nos servirá mais e o abandonamos para buscar um outro. O consumo aumenta e a sociedade consumista agradece. Da mesma forma, ocorre aqui um mecanismo de feedback em que o individuo torna-se escravo não só do objeto, mas principalmente da moda.

Ambos os mitos fornecem também indicativos (caminhos) alternativos de como a paixão pode ser utilizada de modo positivo, influenciando a nossa vida para melhor. O mito de Pandora nos dá uma excelente pista, quando coloca a paixão e o trabalho na mesma “jarra”. Podemos e devemos, nesse caso, utilizar a paixão como força que nos impulsiona a vencer os obstáculos; para tanto, é preciso fazer o que se gosta. Por exemplo: quando no ambiente de trabalho estamos criando ou executando projetos, escrevendo um livro, fazendo planos para obter a casa própria, montar uma empresa, fazer um curso, especializando-se etc. Em todas essas atividades a paixão é salutar por que faz você dar tudo de si e viver bem o que você esta fazendo. Quando você conclui um projeto, termina um livro, etc., a paixão acaba, como se é de esperar, e você logo parte para novas realizações, e isso é por demais positivo.

Eros e Pandora e Narciso simbolizam a origem da paixão, dos seus males e também da euforia, da alegria e da esperança, e a forma como vamos vivê-los dependerá única e exclusivamente de nós.

Podemos até nos apaixonar no relacionamento com o outro, mas de forma consciente teremos igual certeza que ela se findará, e o que sobra na relação, que nos mantêm unidos ao outro é o amor, e não adianta trocarmos de parceiro em busca novamente da paixão, por que do mesmo modo ela se findará. Temos que construir o amor na relação, pois só existe crescimento verdadeiro estando na relação com o coração aberto para o outro, pois o amor é seu, e só você o viverá. 

Devemos estar sempre buscando a paixão em nossas atividades diárias e concomitantemente o amor em nossos relacionamentos. A mitologia, portanto, nos mostra como sabiamente conseguiremos aliar uma excelente produção a uma vida harmoniosamente amorosa, independente do tipo de sociedade que vivamos ou venhamos a construir.

  1- Professor Assistente e chefe do Departamento de Biologia da Universidade Federal de Alagoas
 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
1-CAMPION,G.L.LE.  REALIDADE. Conferência realizada no Centro de Ciências   
Biológicas da Universidade Federal de Alagoas outubro de 2003.

2-GREENE,l. & SHARMAN-BURKE,J. Uma Viagem Através dos Mitos. Ed Jorje Zahar Editor , Rio de Janeiro, 2001.

3-JULIEN,N. Dicionário de Mitologia Ed. Rideel  São Paulo, 2002,330p.

4-LARROUSSE World Mythology, Pierre Grimal, Londres, Hamlyn,1989

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Friday, August 12, 2005

CRONOS

 

CRONOS

“Se as portas da percepção estivessem livres,
tudo se mostraria ao homem como é, infinito.”
William Blake – O Casamento do Céu e do Inferno.

                                                Gabriel Louis Le Campion¹

 

Cronos é o deus do tempo infinito (de Kronus = tempo), filho de Urano e Gaia, pai de Zeus, destronou seu pai e reinou sobre o mundo junto com Réa, sua irmã-esposa. Com a ajuda de uma foice de sílex, Cronos seccionou os órgãos genitais do pai usando a mão esquerda – a maneira de ver a vida pela ótica materna², e os atirou ao mar.

cronus

Como o oráculo havia decretado que também seria destronado por um de seus filhos, ele os devorava assim que nasciam. Cronos é representado pela imagem de um velho que carrega uma foice. Podemos fazer uma analogia com o tempo, que devora seus filhos pois nada lhe escapa, tudo esta preso no nosso universo, a teia do espaço-tempo. Pode-se relacionar também a gênesis do tempo com a nossa própria origem visto que todos nos somos um universo³, começando com a fecundação, que ocorre em Gaia (símbolicamente o útero), quando os elementos ,encontrados nas células ou gametas, todos pertencentes ao universo (Urano), fundem-se para formar a totalidade -o novo ser. O tempo então surge como conseqüência da construção da mente consciente (EU), quando esta, para reduzir a velocidade do pulso taquiônico4 do inconsciente – a história, e possibilitar a racionalização do pulso que determina a realidade objetiva, cria então o tempo e faz, com isso, o “Eu” viver a sua história, a história da sua vida.

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Réa enviou então o filho para Creta, onde está o Labirinto, representado aqui pelo Complexo de Édipo (Labirinto é um complexo) e o Minotauro este representando por sua vez o medo na relação da criança com o pai (O minotauro representa uma figura masculina e ao mesmo tempo um deus simbolizado pela figura mitológica portadora de chifres). Zeus, depois de adulto (superando o medo do pai), declarou guerra a Cronos e aos Titãs, vencedor exilou-os no Tártaro.
Encontramos aqui também o arquétipo do filho que destrona o pai ocupando o seu lugar, e ai a estória se repete (a citação do oráculo). Cronos destrona Urano e por sua vez é destronado por Zeus, com profundo significado das repetições, geração após geração, dos arquétipos ou das gestalts abertas, das situações não resolvidas na relação com o pai, ora por ocupar a sua posição (desde cedo cuidando dos irmãos – que representam seus filhos7) ou por casar literalmente com a mãe; devemos lembrar que a mãe é o primeiro objeto libidinoso da criança, quando significamos o Complexo de Édipo estaremos prontos para no futuro nomear conseqüentemente a substituta da mãe – a companheira, namorada, esposa etc.

Todo filho, em seu crescimento, visa superar a figura paterna, daí os desafios aos limites impostos pelo pai, em um crescimento salutar, desde que o filho identifique o seu limite nessa relação. A mesma situação pode também ser estendida para o delinqüente, por não ter esse encontrado o limite simbolizado pela figura paterna6 na família (pai, avô, irmão mais velho etc.), ou um substituto no meio em que vive (um professor, um amigo mais velho, vizinho, alguém em quem se espelhar) impossibilitado de libertar-se dos grilhões maternos e conseqüentemente identificar, os limites, busca, nesse caso, desafiar a última imagem do pai – o delegado ou o juiz – e por isso delinque, para estar diante dela muitas vezes em um interminável ciclo de repetições. A figura paterna, nesse último caso, foi aniquilada, diminuída, pela mãe, mesmo que o pai se faça sempre presente na família.

Parte dessa ausência da figura paterna, notadamente nas famílias que têm pais, decorre também do fato do pai não desempenhar o papel paterno, muitas vezes ele está “casado” com a filha ou com a irmã, ou com mais freqüência com a mãe.
A castração do pai por Cronos e a fuga de Zeus para Creta, onde existe o Labirinto (relacionado ao Complexo de Édipo), evidencia o fato do filho “casado” com a mãe. Por isso resolve Cronos tomar Réa, sua irmã por esposa, e nesse caso a esposa representa a irmã ou a filha ou até mesmo à mãe, pois essa última está ocupando a posição da esposa.

 

Cronos é, portanto o “avô” e não o pai de seus filhos, Cronos não tem filhos, tem netos (por isso os devora³). Conseqüentemente Zeus (o filho) vai também em busca da figura paterna para poder libertar-se e com isso crescer e obviamente destronar o pai, que não ocupa a real posição do paterna. Repete-se assim o ciclo a cada geração.

rhea-e-cronus1O exemplo de Réa, que conseguiu salvar o filho Zeus, apresentando ao marido uma pedra enrolada em uma fralda no lugar de seu rebento, iludindo Cronos que devorou8 a pedra pensando tratar-se de seu filho. mostra que, mitologicamente falando, o tempo pode ser “enganado”, quando você entrega a ele o fardo (a pedra)5, que você carrega na sua história. Ao fazê-lo você rejuvenesce e com certeza ganha muitos anos mais na sua vida, pois a “energia psíquica” que seria gasta para transportar a pedra é devolvida ao soma (corpo).
Essas relações, fruto de posições erroneamente assumidas pela criança, que muitos de nós vivemos no seio de nossa família, é uma das principais causas das brigas freqüentes entre o pai e o filho e vice e versa. Favorecendo assim o distanciamento da figura paterna, levando a criança a sentir a imensa falta do pai, apesar de habitarem o mesmo teto. Provocando às vezes o rompimento da união familiar.
Esse é o mito da busca desesperada da criança pelo verdadeiro pai, e só assim poder encontrar o seu lugar de filho no campo mórfico familiar.
É nesse contexto que a mitologia encontra seu esplendor em Cronos, tornando eterna a sua história.

1- Professor Assistente e Chefe do Departamento de Biologia da Universidade Federal de Alagoas.

2 – As mãos, para a mente, representam à maneira de ver a vida, pois é a parte de nosso corpo que mais se estende para além dele, em direção ao que existe aí fora e que é apenas uma sopa de elétrons de alta energia. Não é por acaso que o cego as utiliza para enxergar, e ao caminhar estende-as para frente.
3 –
Somos produtos de uma infinidade. Por exemplo: em nossos intestinos temos uma quantidade de células da microbiota associada que ultrapassam em número todas as células do restante de nosso corpo.
4 –
Táquion: objeto, pulso, onda ou fenômeno, caracterizado por velocidades hiperluminicas ou infinitas. A mente inconsciente está constantemente criando e projetando pulsos, eles são seus pensamentos, seus sonhos ou a realidade objetiva, aquela que você percebe e vive – a história. A realidade em si é infinita, pois é a totalidade não podendo ser percebida em sua real dimensão pelo consciente.
5 –
A pedra: representa nesse caso o julgo atribuído a criança inconscientemente pelos pais, fazendo com que a criança ao recebê-la saia da posição de filho e ocupe a posição de um dos pais. Os motivos podem ser os mais diversos, por exemplo, quando dizemos ao filho mais velho para tomar conta dos irmãos, sendo ele também uma criança; quando o pai diz para o filho tome conta da mamãe, ou quando a mãe transfere para o filho o carinho e a falta que sente do marido nomeando-o inconscientemente o seu esposo, esse é o caso de Cronos. O filho viverá esse mito em menor ou maior grau e brigará constantemente com o pai, pois ambos ocupam o mesmo lugar no campo mórfico da família. É importante frisar que não existe culpados, apenas a criança que não entendeu os dizeres dos pais e estes por não terem noção da dimensão do que impuseram aos filhos.
6 – Devemos ter sempre em mente que a “figura paterna” é construída pela mãe e não pelo pai. Desde a maneira de como a mãe olha para ele (observado pela criança durante a amamentação em diante) até do modo como fala dele. A criança notará desde cedo (no útero através das emoções maternas) a maneira como a mãe nomeará aquela figura.
7 –
A criança ao se deslocar de seu lugar de filho para ocupar o lugar de um dos pais desprenderá uma imensa quantidade de energia psiquica e esforço durante sua vida, que trará no futuro somatizações e patologias que comprometerão a sua saúde.
8 –
Devorar implica destruir, a criança sucumbirá aos grilhões maternos (amadurecimento psíquico) não se libertando permanecendo fusionada a figura materna. Geralmente quando isso ocorre o individuo tenderá a morrer quando a mãe tiver-se ido.

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Wednesday, June 29, 2005

O Mito de Prometeu

REVENDO ESTÓRIAS ANTIGAS/ MITOLOGIA E ARQUÉTIPOS.

 

                                                                       Alfredo Jackson Santa Rita¹

Gabriel Louis Le Campion²

 

A mitologia grega, com suas tão conhecidas estórias de deuses, semideuses, heróis e outros seres que pertencem à memória-patrimônio da humanidade, com profundos ensinamentos acerca da conduta humana e dos modos como evoluem as atividades de toda a natureza, têm freqüentemente facetas de uma realidade que de repente se nos afigura evidente, como se saída do quadro de total complexidade em que se encontrava, e apresenta-se então com uma roupagem de evidente simplicidade – verdadeiros “insights”.

            Dessa maneira, recordemos o mito de Prometeu, titã considerado verdadeiro benfeitor da humanidade por ter “roubado” o fogo divino (Cognição), do Olímpo, residência dos deuses, a fim de entregá-lo aos homens, que então tiveram a possibilidade de mostrar desenvolvimento, valendo realçar a metalurgia, dependente portanto do fogo e indispensável para o progresso da humanidade.

 

“… A princípio

Insensíveis como feras, dei aos homens sentidos, atribui-lhes mente…

No início, vendo, pareciam cegos, e ouvindo, não escutavam, mas como fantasmas se atropelavam

Em sonhos, a história perplexa de seus dias

Confundiam”.

ÉSQUILO

Prometeu acorrentado.
500 a.C.

 

prometeu

Vale lembrar que o terrível castigo imposto a Prometeu, por Zeus, deus de todos os deuses, apresenta situação singular, merecendo então a avaliação a seguir:

Prometeu acorrentado em um rochedo do monte Cáucaso, recebe todos os dias a visita de um abutre que vem devorar seu fígado, o qual no dia seguinte já esta regenerado, mas aparece o mesmo pássaro para provocar o mesmo dano do dia anterior, e assim sucessivamente, por toda a eternidade, ou segundo outra versão da lenda, durante cem anos até que Hércules ( que se culpava de não ter podido impedir a morte da mãe e, através dos doze trabalhos, venceu a culpa e o medo), aparece para matar o abutre e libertar Prometeu.

Em tão conhecida estória da mitologia grega, evidenciam-se os seguintes aspectos:

 a atenção voltada para um órgão do corpo humano, dotado de um enorme poder de regeneração, o fígado, e tal situação nos remete ao conceito de “Autopoiese”,ou seja, a auto-geração, característica de extraordinária importância que existe em todos os seres vivos;

2º O pássaro que vem todos os dias bicar o fígado de Prometeu, se nos apresenta como metáfora dos diversos agentes capazes de provocar lesão hepática: vírus, bactérias, álcool, toxinas; ou estados emocionais intensos que levam ao sofrimento do soma (raiva, ódio,) etc.

3º vale salientar também o aspecto de rebeldia contra o criador – a rebeldia contra o julgo materno e paterno cujas figuras representam os deuses da criança – e a ênfase na liberdade que se pretende conquistar – o crescimento da criança quando esta contesta os valores paternos e maternos, apesar das dificuldades e dos sofrimentos (oriundos da culpa que ela carregará) impostos pela existência.

 

Mãe é o nome de Deus no coração da criança”

Autor desconhecido.

 

1-      Médico e professor Adjunto da Universidade Federal de Alagoas.

2-      Biólogo e chefe do Departamento de Biologia da Universidade Federal de Alagoas.

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Tuesday, June 21, 2005

ATENÇÃO: Próxima reunião 14 de junho de 2010

SEGUNDAS FEIRAS ÀS 19:00 N a Faculdade de Psicologia ampion. 

           ATENÇÃO:   A reunião do grupo de estudos acontecera no dia 22/03/2010 às 19:00 na sala 21 da pos graduação de psicojuridica. da faculdade de psicologia do CESMAC. Tema; A filosofia da ciência.cesmac-1

AS REUNIÕES SÃO ABERTAS P/ TODOS QUETENHAM INTERESSE PELO TEMA. 
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Sunday, May 29, 2005

Mitologia: Asas de Cêra – A homenagem ao Poeta.

ASAS DE CÊRA – O VÔO DE ÍCARO – DO MITO A HOMENAGEM AO POETA.                                                        

Alfredo Jackson Santa Rita1

Gabriel Louis Le campion 2

Nas relações entre as coisas, que constroem a vida, na imensa teia do universo, a poesia alagoana recebe asas de cera. Vamos então lembrar os versos de Cipriano Jucá, em seu soneto que faz referência a Ícaro:

Louca temeridade a de quem voa!

Deus invisível, nos acaroçoa,

Nesta jornada para a perfeição,

Porém se o Sol as asas te derrete,

Se o desânimo acaso te acomete,

Sobe sempre nas asas da ilusão.”

Revendo o mito grego, vemos que Ícaro e seu pai, Dédalo (simbolicamente a figura masculina com que a criança busca se identificar), escaparam do labirinto de Creta (Grilhões maternos/Complexo de Édipo) voando com asas de penas de cera, que foram construídas por Dédalo.

icarus

Não é por acaso, o pai ter transmitido ao filho os meios para ele se libertar, e alçar vôo(Cognição|). Mas Ícaro queria ir além, queria subir muito alto (ser o pai quando deveria ser o filho), e chegou tão perto do Sol(figura paterna), que suas asas se derreteram, e ele caiu no mar Egeu, morrendo afogado.

icarus-3

A mensagem da estória é por demais clara, sendo logo perceptíveis os seus ensinamentos, como o perigo da megalomania, por exemplo, a ambição exagerada, assim como o perigo da excessiva vontade de poder.

Vale lembrar também, nesse mito, a queda de Ícaro como um eterno retorno: Ícaro está voltando para o paraíso de onde nunca quis se ausentar, ou seja, sua mãe. Existe um melhor símbolo do útero materno, com seu ambiente paradisíaco proporcionado também pela presença do líquido amniótico, do que as águas verdes do mar?

icarus-4

Mas os versos do poeta alagoano já nos informam, por outro viés, sobre a necessidade de continuar a subir, mesmo com asas de penas de cera, apesar do sol-desânimo, apesar do sol- dificuldade, apesar do sol-tragédia. Já é, portanto uma atitude diferente, mas igualmente resplandescente, por mandar subir, mesmo usando as asas da ilusão.

1 -Médico e Professor Adjunto da Universidade Federal de Alagoas.

2 -Biólogo e Chefe do Departamento de Biologia da Universidade Federal de Alagoas.

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Monday, May 9, 2005

INDICAÇÕES DE FILMES

Indicamos os seguintes filmes que abordam a temática sobre o tema dos fenômenos de “d’éjà vu”. Inicialmente voce deverá assistir o filme “Famme Fatale” com Antonio Bandeiras.

Breve Sinopse do filme: O fotografo Paparazzi (Antonio Bandeiras), envolve-se com uma perigosa mulher….

Dicas: Observar as mudanças nos cartazes fixados no poste em frente ao ateliê do fotografo.

Em seguida, assista ao filme “Paixões Paralelas“, com Demi Moore no papel pricipal. Breve Sinopse:

Ela vive duas vidas paralelas, uma advogada solteira em em New York e outra como viuva mãe de duas filhas e crítica literária na França. Uma é produto de um sonho continuado, só que ela não sabe qual delas o sonho e qual é a realidade.

Indicamos Também o filme Donnie Darko.Sinopse: Quem vê Donnie Darko logo imagina tratar-se de um adolescente desajustado. No entanto ele esta a beira da loucura, devido a visões constantes de um coelho monstruoso, que tenta  mantê-lo sob sua sinistra influência.

Donnie tem atitude anti-social e se submete a psicoterapia. Por acaso escapa de uma estranha morte devido a queda de uma turbina de avião. Donnie luta contra seus demônios, literal e figurativamente numa intriga de histórias entrelaçadas que jogam com viagens no tempo, gurus fundamentalistas, predestinação e os desígnios do universo.Dicas: Preste atenção nas letras das musicas principalmente a que é o tema do filme e que encerra o mesmo.

Continuando você deve assistir tambem o filme Efeito Borboleta que baseia-se na teoria do Caos. E o Som do Trovão sobre viagem no tempo e suas consequências.

Indicamos também o filme A Passagem que versa sobre a capacidade da mente de estender o tempo no momento da morte e fazer viver toda uma história na ressignificação da culpa.

Cena do filmer A Passagem.

No RaVer imagem em tamanho grandestro da Bala é outro ótimo filme. O filme mostra a relação conturbada entre pais e filhos, questões como pedofilia e violência na família e na sociedade.

 

 

 

 

A Caixa Preta filme francês que retrata a luta desesperada de um paciente em coma para entender as mensagens de seu inconsciente.

Breve sinópse: Depois de um estranho acidente de carro, Arthur fica em coma por algumas horas. Enquanto desperta, fala frases incoerentes vindas de sua inconsciência.  Ele tem de enfrentar um estranho enigma: o que estava fazendo nessa estrada à noite, perto de Cherbourg? Suas frases preocupantes e perturbadas foram registradas num livro negro por Alice, uma das enfermeiras do hospital. Para ajudá-lo a responder suas questões, Então, Alice deu a Arthur, como se fora um tesouro, as evidências escritas de seus delírios. Neste momento, inicia-se uma impressionante experiência para Arthur; ele será a vítima, testemunha e investigador… de sua própria vida.

O Matador comédia com Pierce Brosnan no papel principal, retratando a estória de um assassino que trabalha para uma grande coorporação e que sofre de crises de depressão.

 

Peixe Grande excelente drama comico que mostra a relação de um pai contador de estórias com seu filho.

Crazy um excelente drama familiar sobre a sexualidade dos jovens e seusconflitos na família.

 

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